O australiano Taj Burrow barrou o brasileiro Adriano de Souza
e vai disputar a primeira semifinal do Quiksilver Pro Gold Coast
com o americano Bobby Martinez. Na outra, enfrentam-se dois destaques
da última temporada, o californiano Dane Reynolds que despachou
o vencedor desta etapa no ano passado, Joel Parkinson, e o sul-africano
Jordy Smith, algoz de Kelly Slater na quinta-feira de ondas de
3-5 pés em Snapper Rocks, na Austrália.
O paulista Mineirinho ainda venceu o primeiro
confronto do dia com uma virada espetacular nos últimos
minutos da bateria contra o australiano Adrian Buchan. No entanto,
não achou as ondas para prosseguir na busca por uma segunda
final seguida no Quiksilver Pro. Taj Burrow conseguiu uma no critério
excelente para derrotar o brasileiro por 17,70 x 14,40 pontos.
O curioso é que esse duelo teve que
ser reiniciado porque ninguém pegou onda na primeira metade
da bateria, que foi realizada depois dos quatro primeiros confrontos
das oitavas-de-final femininas. O australiano segue agora para
tentar a terceira vitória consecutiva, pois venceu a última
etapa do ASP World Tour 2009 em Pipeline, Havaí, e também
a do WQS que rolou na semana passada em Burleigh Heads, na Austrália.
"Estou me sentindo muito bem e vivendo
um grande momento, então quero aproveitar", disse
Burrow. "As ondas estão vindo para mim nas baterias
e minha prancha funcionou bem hoje aqui. Eu peguei uma nova e
ela também foi muito bem, então realmente parece
que está tudo dando certo pra mim", falou o australiano,
depois de passar pelo vice-campeão do ano passado na Gold
Coast, com Adriano de Souza largando em quinto lugar no ASP World
Tour 2010.
É a mesma posição do
campeão do Quiksilver Pro 2009, Joel Parkinson, que encontrou
um inspirado Dane Reynolds nas quartas-de-final. O californiano
igualou a maior nota do campeonato – 9,93 – para totalizar
19,20 pontos de 20 possíveis, marca que só não
superou os 19,30 conseguidos pelo australiano Bede Durbidge na
quarta-feira. Parko também pegou boas ondas, sendo derrotado
com o terceiro maior placar do dia, 17,47 pontos.
Sem dúvidas, foi o melhor duelo da
quinta-feira em Snapper Rocks. “Fiquei realmente surpreso
quando caminhava pela praia e as pessoas estavam me aplaudindo.
Pensei que ia ser vaiado por ter tirado o Parko. Foi um momento
especial e certamente essa foi uma das melhores baterias da minha
vida”, disse Dane Reynolds, que agora vai ter outro duelo
que promete ser eletrizante, contra Jordy Smith na semifinal.
O sul-africano viveu um dia mágico
na Gold Coast. Primeiro barrou o nove vezes campeão mundial,
Kelly Slater, depois passou pelo ainda recordista absoluto do
Quiksilver Pro 2010, Bede Durbidge. “Ele (Slater) é
o rei do nosso esporte. Só em estar lá surfando
uma bateria com ele já era demais. Eu até disse
ao meu empresário antes que nem me importava se perdesse”,
confessou Smith.
"Certamente você não tem
muitas oportunidades de competir contra a Kelly e a vitória
foi um bom presente de aniversário para minha mãe.
Ela fez aniversário ontem (quarta-feira), então
foi muito legal eu poder me classificar para dedicar isso para
ela", falou Jordy Smith.
Logo após essa bateria que fechou
as oitavas-de-final, a comissão técnica decidiu
realizar as oitavas-de-final femininas. No entanto, as condições
do mar melhoraram e as quartas-de-final masculinas foram chamadas
para serem iniciadas depois da quarta das oito baterias das meninas.
A da cearense Silvana Lima com a francesa Lee Ann Curren ficou
para o próximo dia e entrou no mar a do Adriano de Souza
com Taj Burrow.
A paranaense Bruna Schmitz disputou a segunda
oitava-de-final e até surfou bem, mas não o suficiente
para superar a australiana Sally Fitzgibbons, que registrou o
maior placar feminino da quinta-feira na vitória por 16,33
x 14,84 pontos. A tricampeã mundial Stephanie Gilmore foi
quem chegou mais perto disso, alcançando exatos 16 pontos
para superar os 14,03 da também australiana Tyler Wright.
Os dias decisivos do Quiksilver Pro e do
Roxy Pro na Gold Coast estão sendo transmitidos ao vivo
pela ESPN Brasil e também podem ser acompanhados pela internet
no www.aspworldtour.com. O fuso da Austrália é de
13 horas a mais do que o de Brasília, então a competição
está iniciando por volta das 8:30 horas da noite do dia
anterior no Brasil.
Reportagens de Dave Prodan
- Diretor de Mídia da Association of Surfing Professionals
(ASP)
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Pro Gold Coast
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João Carvalho - Assessoria de Imprensa da ASP South America
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