A curitibana Fernanda Daichtman venceu a Iª Etapa do Circuito
Paranaense de Longboard nas águas de Matinhos, no ultimo
domingo, dia 30 de maio. Com ondas de meio metro com boa qualidade,
a atleta competiu com mais 10 longboarders e se surpreendeu com
o aumento no número de competidoras. “Tive uma enorme
satisfação de correr um campeonato em casa, há
quase três anos não surfava no Pico de Matinhos.
O que me surpreendeu foi o número de atletas, 11 meninas
participaram do evento, sendo que o brasileiro tem uma média
de 10 meninas. O litoral paranaense é muito pequeno e com
um grande número de praticantes. O que eu não via,
por exemplo, no litoral de São Paulo, tão extenso
e com poucas atletas participando”, conta. De volta ao Paraná,
após três anos vivendo no Guarujá, litoral
de São Paulo, a rotina de Fernanda está ainda mais
puxada. Divide seu tempo entre treinos e viagens por todo o litoral
brasileiro e sua pós-graduação em Sistema
de Gestão Ambiental, em Curitiba.
Ranking Brasileiro: No final de 2009, Fernanda
competiu seu primeiro campeonato mundial, no Pier de Oceanside,
20 minutos ao norte de San Diego. Na primeira fase teve uma boa
performance e se classificou em primeiro lugar. Nas quartas de
final foi eliminada pelas havaianas, terminando a competição
em 9o lugar. Além de adquirir experiência e surfar
boas ondas, Fernanda viajou de olho em uma vaga para o mundial
WWLT (Woman´s World Longboard Tour), a elite do esporte
mundial. Como não ocorreu nenhuma etapa do qualificatório
na América do Sul, ela foi atrás de pontos em outra
região, garantindo sua filiação à
ASP (Association of Surfing Professionals). Agora Fernanda aguarda
por definição da entidade sobre as convidadas para
fazer parte em 2010. Um dia depois de desembarcar no Brasil, a
atleta competiu no Petrobras Longboard Classic, no RJ, e garantiu
a terceira colocação no ranking brasileiro profissional
de longboard.

(foto: Silvia Winik)
Mais competições: Uma decisão
tomada entre as atletas filiadas à ABRASP ( Associação
Brasileira de Surf Profissional) mudou as regras do campeonato
brasileiro em 2010. As quatro primeiras do ranking profissional
não podem participar de campeonatos amadores, a não
ser que seja em seu Estado de origem. Segundo Fernanda, a decisão
é contraditória. “Quem sai prejudicado é
o próprio longboard, com menos etapas para treinar, as
atletas não evoluem e não podem se equiparar com
atletas internacionais”, afirma. Para este ano, está
prevista apenas uma competição profissional, em
novembro, na praia da Macumba, no Rio de Janeiro.
Joanelise Brandão
Jornalista
Comunicação Empresarial & Assessoria de Imprensa
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